terça-feira, 5 de julho de 2016

Conselhosinhos úteis

Sabe, vou partilhar um pensamento que está martelando na minha cabeça o dia todo.  Quando eu era mais jovem, adolescente, em torno dos 14 pra lá, era uma exímia sonhadora. Como a adolescência é um tempo da sua vida em que por definição, é meio indefinida, eu só curtia o momento, e tudo que vinha era festa. Eu não sabia o que faria na minha vida, não sabia qual faculdade, mas lá estava, firme e forte. É bem diferente de agora.
Antes eu poderia ser uma completa ignorante, bitolada, desorientada, mas não era o que eu sentia. Havia uma confiança e segurança provenientes não sei de onde que me permitiam ser uma criaturazinha bem simpática e agradável, e até empática o bastante. Muito comunicativa, super puxa saco dos professores, de bem com a vida e com todos. Tudo bem que eu tinha um pé atrás com algumas pessoas, nada diferente do padrão.
E então você começa a questionar-se sobre suas habilidades, pensa que é uma medíocre (= está na média), e fica insatisfeita consigo mesma, começa a tentar mehorar, melhorar, imitando o que é perfeito na sua visão exterior do mundo e acaba virando alguém que não é.
Sabe, eu não sei onde eu li isso, mas o que serve para outras pessoas pode não servir para você. Assim como você não precisa necessariamente ser como a pessoa agradável que está procurando, porque os opostos se atraem. Há quem goste do seu jeito de ser sem mudar uma vírgula sequer, e você vai gostar dessa pessoa. Mas para que isso dê certo, é preciso que você aceite quem é. Não adianta simular um ideal que não está nos seus genes, não faz parte da sua natureza. E, afinal de contas, pra quê gastar energia com isso? O mundo tem bilhões de anos e se você está aqui, hoje, do jeito que é, é porque tudo conspirou para isso. Não queira carregar toda essa história sobre apenas um par de ombros - os seus. E, além disso, cada tipo de gente dá suas contribuições à sociedade, cada um em seu ritmo. É como fazer cálculo de matemática. Pra mim, eu sempre funciono melhor sozinha, pois com alguém fazendo a conta junto comigo, eu sempre erro, fico pra trás, desconcentro, não adianta. Assim também são as personalidades: cada uma do jeito que é. Não se muda, mas o tempo te moldará e, por isso, você não precisa se preocupar em adequar-se aos lugares, às pessoas, às situações, porque o que você faz é esperado para alguém da sua idade, com as suas instruções e com a sua educação familiar. Portanto, olhe um pouco para o lado e veja que não é preciso, de fato, encolher-se, sob nenhum tipo de pseudo-capa neutralizadora de desejos, encantos, surpresas, afinal isso é até bem vindo.
Enfim, eu penso que há muitos tipos de conflitos, e os conflitos mais complicados de solucionar são os internos, morais, pois enquanto não forem sanados, não adianta, vão permanecer ali. É muito importante conversar bastante, trocar ideias, não se isolar, ver o que é melhor pra você, e não se sentir pressionada (nunca, jamais) para além daquilo que considera saudável. Tentar se livrar das amarras que a vida naturalmente lhe impõe, ser livre, administrar sua vida com protagonismo, são passos importantes para você ser você mesma, até o fim dos tempos.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Paisagens não vistas

Somos criaturas inerentemente incomodadas, já pararam pra pensar nisso? Para tudo temos uma crítica, sugestão, idealização. Tomo por exemplo o que sempre me acontece - mesmo sem querer, sem más intenções, sempre me pego imaginando como vai ser a festa. Eu não planejo, mas quando vou ver o cenário já está montado, a música tocando, os convidados sendo servidos, a aniversariante entrando. Como disse, o cenário está pronto. A seguir, recordo-me dessa pegadinha que a minha mente já pregou outrora, e volto a colocar os pés no chão: não! Nem tudo é perfeito. Essa provavelmente é a imagem fruto de outras festas que você já foi misturado com emoções e conceitos. Então você chega lá e pá! É bem diferente mesmo do que imaginou. Na verdade, nem é uma festa E então você começa a rever seus conceitos e se propõe a gostar da música que está tocando, das pessoas, tudo. Porque não tem outra opção Porque você não é uma pessoa enjoada e é bom estar fora da zona de conforto, sim, é bom.

Assim sendo, agradeço o fato de não sermos pólipos do mar, pois podemos nos locomover. E neste vai e vem infinito e caótico mal distribuído, por quantas pessoas cruzamos sem dar-lhes bom dia, sem cumprimentar, no máximo fazendo contato visual? Mais que isso, por quantas vezes cruzamos pelas mesmas pessoas sem as reconhecer? O penteado muda, as roupas mudam, o sapato. Mas, sabe, são as mesmas pessoas. Se você fica sempre no mesmo ponto no mesmo horário a cada dia da semana, com certeza saberá ao menos algumas das pessoas que estarão ali novamente no dia seguinte. Mas e sobre aqueles que encontramos dinamicamente, enquanto andamos, na escada rolante, enquanto um sobe, é sempre o mesmo que desce, e enquanto você desce a escada, são as mesmas pessoas que sobem. Sentidos contrários, objetivos parecidos.

Podemos achar que não, mas essa troca de energias é sentida pelo universo. Estamos interligados por um só objetivo. Podemos ter a força de remodelar essa cinética que é a rotina, redefinindo-a, mas para isso, temos que ter conhecimento do que queremos para nossa vida. Por quais caminhos queremos andar, por quais pessoas cruzar? Que energia você emana, e a partir de quais atitudes vai propagá-la?

Talvez por isso também viajar seja uma paixão mundial. Pois como eu vou saber o que eu quero para a minha vida se conheço uma parte pequena do mundo? Confesso que acho o por do Sol lindo, mas será lindo em todos os horizontes? Ou será mais lindo em outros lugares?

Posso parecer meio hippie, mas longe disso, sou até enjoada, se quer saber. Mas gosto de enfrentar os meus preconceitos e ter histórias para contar, ao menos, mais tarde. De vez em quando aparecem até algumas surpresas nas viagens. E eu adoro!

domingo, 26 de junho de 2016

Cefalosporinas

Gente, socorro!

Tenho prova de Bases na Terça - feira, tenho tanto nome pra decorar que não sei mais o que eu faço!

As palavras são tão parecidas que eu decoro mas, dali há pouco tempo, misturo tudo em um frasco só, mas na Medicina isso não pode acontecer!

Então, resolvi escrever para adicionar mais este sentido no meu aprendizado.

Então, lá vamos nozes:

Cefalosporinas de segunda geração (porque as de primeira eu já decorei)
Existe uma diferença entre as cefalosporinas e as cefamicinas, que não são cefalosporinas, mas nós aprendemos mesmo assim! As cefamicinas são:
-Cefoxitina
-Cefmetazol
-Cefotetan

Daí eu fiz uma associação imagética e fonética pra lembrar dessas três palavrinhas:


Cefoxitina                       oxítona
Cefmetazol -   CEF  +     meter + anzol      
Cefotetan                        tétano                               visualize-mas o q?
(visualize)










Logo, as CEFAMICINAS são: cefoxitina, cefmetazol, cefotetan. Ótimo. Agora sabemos.

Depois, tenho que decorar as cefalosporinas propriamente ditas. Quais são?
Loracarbef
Cefuroxima - a única de 2ª geração que passa na b.h.e. porque faz um furo, certo?
Cefamandol - O que que tem a Amanda?
Cefaclor - É tipo calor, só que o "c" e o "a" estão trocados.
Cefprozil - Lembra prozac, o remédio que a Loracarbef toma.
Cefamicina - Ah não, sem essa de homicida pq aqui e só paz.

TOTAL de cefalosporinas de 2ª geração: 6 + as cefamicinas decoradas: check!





sexta-feira, 3 de junho de 2016

uma história infinita

Luiza era uma menina quieta recatada sem sobressaltos e sem surpresas. Ela era ela e eles eram eles, cada um em seu canto. Observadora mas muito quieta de uma quietude que apesar de silenciosa falava muito. O que parecia pelo movimento de suas pernas. Luiza parecia ser uma passarinho sabiá sem voz ou ao menos rouco.

domingo, 8 de maio de 2016

Uma profissão de amor

Segundo uma definição da internet, profissão é: "ocupação, emprego que requer conhecimentos especiais e geralmente preparação longa e intensiva; ofício".

 Muito antes de nós nascermos, antes mesmo de sermos gerados, elas estão lá, se preparando, se preocupando, contando dias, planejando, sonhando. Lendo, se organizando, se perguntando se é o tempo certo, se não é, se estão preparadas o suficiente. E então nós somos gerados, e então nascemos. Não quero me prolongar demais aqui, mas a questão é uma: elas se preocupam conosco antes mesmo de termos consciência própria. Nascemos com uma dívida de amor. Mãe é imensidão. 
De fato, ser mãe é ter um emprego não remunerado. Todo dia acordar, cuidar, escorar, rezar. Todo dia e noite. Ah, as noites mal dormidas! Foram tantas, infinitas, sua pilha (filho!) parecia interminável. E ela, cansada, ia até você fingindo paciência. Paciência tem limite. Amor, não. E por isso ela estava ali.

Ser mãe é emprego porque requer conhecimentos mais que especiais, e é uma preparação que ocorre de acordo com os acontecimentos. Preparação emocional, psicológica e - quem diria! - física. Não sabias, mas carregar um pequeno bebê fofo no colo dia e noite faz os músculos hipertrofiarem - e doerem sem os intervalos que a academia oferece entre uma série e outra. Dor e amor ininterruptos. Porque amor é dor também.

Mãe que é mãe bate de frente com o filho na adolescência quando ele parece não perceber tudo que recebeu até hoje. Mãe que é mãe falha sim, e falha de novo, mas reconhece e procura melhorar. E filho que é filho sabe conversar, sabe compreender e aceitar o que há de bom e mesmo o que não há. Mãe que é mãe observa seu filho chegar à noite da varanda do segundo andar, na rua deserta, e vê que seus ensinamentos estão gerando frutos, mas que não é por isso que não vai ser sofrido. "Largar" o filho, deixá-lo ir, deve ser muito doloroso para as mais apegadas. Deixá-lo ir com outro alguém que não você, com uma mulher ou com um homem, quem será ele/ ela? Vai ser tão bom para ele quanto você foi? 

Mas, sabe de uma coisa, mãe? Deixa ele ir um pouco. Deixe-o ir aos poucos, para que não vá de supetão. Porque assim, ele vive, assim como você tem vivido. Deixe-o (a) ter seus próprios filhos, ter seus caminhos, suas verdades. A mãe mostra o caminho, mas quem o percorre, é outra pessoa. Até aqui, mãe, nosso muito obrigada! 

Te amo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Você precisa seguir em frente

Me desculpa. Pelos meus erros de gramática que eu venho cometendo mesmo jurando que era quase perfeito e julgando tanto os outros. Desculpa se eu não dou tudo de mim, mesmo sabendo que se eu não o faço é porque eu não estou em condições de alcançar a magnitude das minhas possibilidades. Desculpa se venho sendo uma menina careta, desleal, descuidada. Só que não é por descaso.
Desculpa se eu não consigo atualmente cumprir nem mesmo as promessas que faço para mim mesma, por isso, prefiro não prometer nada pra ninguém. Antes de tudo, tenho uma conta a acertar com meu ego, e enquanto ele não desinflar para que eu pise, humilde, em terreno firme, não confio nessa perna de pau que me sustenta. O tempo passa devagar e eu, devagar, vou evoluindo, um passo de cada vez, nas minhas possibilidades. Quem sabe por quanto tempo e por onde venho andado? Quem sabe quais montanhas já escalei, quantas feras eu fingi não temer?
Você não sabe até onde vão meus receios. Eu finjo não querer, finjo não ligar, finjo não fingir. Mas eu ligo, eu quero, eu finjo, e mesmo pensando que não, então  acho que eu sou a  pessoa mais enganada aqui.
Bom, me desculpe pelos pedidos de desculpa que você vai dizer não precisar, eu sei antes mesmo que você anda a boca. Eu sei de tanta coisa, mas não ponho em prática...
E aí um velho intruso  chega pra mim  e diz:
"Não é você quem deve pedir desculpas, é você quem deve perdoar!"
Desculpar a mim mesma, e não ligar, e tocar pra frente, pra sempre e pra frente, sem olhar pra trás e, com cautela, para os lados. Olhar para os lados exige sempre muita precaução.
Siga sua vida. Siga seu caminho, flor. Siga seus instintos, intuições, verdades. Ponha uma coisa na cabeça e não tire de lá até que o objetivo seja alcançado. Promova-se. Não deixe que a Inveja e caretice alheia te impeçam de fazer o que você já está fazendo, lindamente, o que você nasceu para fazer.

               
               Não siga a vida de ninguém, siga você mesmo, faça a sua parte, que o resto vem.

sábado, 19 de setembro de 2015

Um outro alguém

Faz tempo em que alguém não me fazia sorrir assim, despretensiosamente...
É bom quando você enxerga em outra pessoa características peculiares suas, e é isso que me deixa assim, principalmente quando é do verbo "gostar".
Eu lhe pergunto se alguma vez você já ficou tão carente, tão solitário(a), que qualquer um praticamente já lhe bastava? Que todos ao redor já eram bons demais para você? Bem, já me senti assim, e é muito ruim. Porque nessas horas, as pessoas parecem mais distantes, sei lá.
Mas não agora. Sabe, nestes dias eu venho vivendo, buscando, me esforçando, até rezando vez por outra sem reclamar. Tentando ser pura e fazer o melhor de mim. E isso gera resultados pra humanidade. Parece que é uma energia que irradia e vai com seus braços alimentando os outros, tipo mágica. E quando você passa pelas pessoas e sorri mas elas não sorriem de volta, até que alguém sorri, daí você já fez a diferença. Quando você menos esperava a pessoa que sorriu de volta estava pensando em você, falando com você, te desejando. E por mais que a sua solidão manifestasse noite após noite, e por mais que você bolasse planos para conquistar aquele pseudo-amor-mecanizado, não conquistou, pois não se trata de esforço, mas de sorrisos mútuos apenas. Se trata do frio na barriga mesmo que você não queira, mesmo que evite. Se trata de olhar pro outro e reconhecer a si próprio, de se encontrar nos corredores da faculdade ou nos da vida, de se esbarrar em meio ao caos interno e dizer um "oi" despretensioso. E ainda aquele que você não via, mas trocava palavras rotneiras, opiniões variadas, verdades recém descobertas. Ou aquele que te ajudou vez por outra nas provas de fim de ano. Ou ainda aquele que virou pra sua direção e não desvirou mais. Aquele cumprimento descabido de cabeça e baixar de olhos. Aí as coisas acontecem sem você precisar querer, baby. Vê agora? Quem sabe está pensando em você como você está pensando nele.
Quando se está em a situação ruim, parece que somos os únicos da face da Terra assim, mas não é verdade. Se ele está tão carente, eu também estou. Se ele chamou pra sair, eu também ná chamei outros. Também fiquei preocupada. Também hesitei.
Se eu pudesse mandar uma carta, mas carta mesmo, escrita a mão, com desenhos e uma marca de beijo na folha, eu faria um verso, e te diria pra não se preocupar, pra não dicar inquieto. Eu queria te dar um abraço e agradecer por ter sorrido de volta no corredor. E o resto, a gente inventa.

;)