Segundo uma definição da internet, profissão é: "ocupação, emprego que requer conhecimentos especiais e geralmente preparação longa e intensiva; ofício".
Muito antes de nós nascermos, antes mesmo de sermos gerados, elas estão lá, se preparando, se preocupando, contando dias, planejando, sonhando. Lendo, se organizando, se perguntando se é o tempo certo, se não é, se estão preparadas o suficiente. E então nós somos gerados, e então nascemos. Não quero me prolongar demais aqui, mas a questão é uma: elas se preocupam conosco antes mesmo de termos consciência própria. Nascemos com uma dívida de amor. Mãe é imensidão.
De fato, ser mãe é ter um emprego não remunerado. Todo dia acordar, cuidar, escorar, rezar. Todo dia e noite. Ah, as noites mal dormidas! Foram tantas, infinitas, sua pilha (filho!) parecia interminável. E ela, cansada, ia até você fingindo paciência. Paciência tem limite. Amor, não. E por isso ela estava ali.
Ser mãe é emprego porque requer conhecimentos mais que especiais, e é uma preparação que ocorre de acordo com os acontecimentos. Preparação emocional, psicológica e - quem diria! - física. Não sabias, mas carregar um pequeno bebê fofo no colo dia e noite faz os músculos hipertrofiarem - e doerem sem os intervalos que a academia oferece entre uma série e outra. Dor e amor ininterruptos. Porque amor é dor também.
Mãe que é mãe bate de frente com o filho na adolescência quando ele parece não perceber tudo que recebeu até hoje. Mãe que é mãe falha sim, e falha de novo, mas reconhece e procura melhorar. E filho que é filho sabe conversar, sabe compreender e aceitar o que há de bom e mesmo o que não há. Mãe que é mãe observa seu filho chegar à noite da varanda do segundo andar, na rua deserta, e vê que seus ensinamentos estão gerando frutos, mas que não é por isso que não vai ser sofrido. "Largar" o filho, deixá-lo ir, deve ser muito doloroso para as mais apegadas. Deixá-lo ir com outro alguém que não você, com uma mulher ou com um homem, quem será ele/ ela? Vai ser tão bom para ele quanto você foi?
Mas, sabe de uma coisa, mãe? Deixa ele ir um pouco. Deixe-o ir aos poucos, para que não vá de supetão. Porque assim, ele vive, assim como você tem vivido. Deixe-o (a) ter seus próprios filhos, ter seus caminhos, suas verdades. A mãe mostra o caminho, mas quem o percorre, é outra pessoa. Até aqui, mãe, nosso muito obrigada!
Te amo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
domingo, 8 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Você precisa seguir em frente
Me desculpa. Pelos meus erros de gramática que eu venho cometendo mesmo jurando que era quase perfeito e julgando tanto os outros. Desculpa se eu não dou tudo de mim, mesmo sabendo que se eu não o faço é porque eu não estou em condições de alcançar a magnitude das minhas possibilidades. Desculpa se venho sendo uma menina careta, desleal, descuidada. Só que não é por descaso.
Desculpa se eu não consigo atualmente cumprir nem mesmo as promessas que faço para mim mesma, por isso, prefiro não prometer nada pra ninguém. Antes de tudo, tenho uma conta a acertar com meu ego, e enquanto ele não desinflar para que eu pise, humilde, em terreno firme, não confio nessa perna de pau que me sustenta. O tempo passa devagar e eu, devagar, vou evoluindo, um passo de cada vez, nas minhas possibilidades. Quem sabe por quanto tempo e por onde venho andado? Quem sabe quais montanhas já escalei, quantas feras eu fingi não temer?
Você não sabe até onde vão meus receios. Eu finjo não querer, finjo não ligar, finjo não fingir. Mas eu ligo, eu quero, eu finjo, e mesmo pensando que não, então acho que eu sou a pessoa mais enganada aqui.
Bom, me desculpe pelos pedidos de desculpa que você vai dizer não precisar, eu sei antes mesmo que você anda a boca. Eu sei de tanta coisa, mas não ponho em prática...
E aí um velho intruso chega pra mim e diz:
"Não é você quem deve pedir desculpas, é você quem deve perdoar!"
Desculpar a mim mesma, e não ligar, e tocar pra frente, pra sempre e pra frente, sem olhar pra trás e, com cautela, para os lados. Olhar para os lados exige sempre muita precaução.
Siga sua vida. Siga seu caminho, flor. Siga seus instintos, intuições, verdades. Ponha uma coisa na cabeça e não tire de lá até que o objetivo seja alcançado. Promova-se. Não deixe que a Inveja e caretice alheia te impeçam de fazer o que você já está fazendo, lindamente, o que você nasceu para fazer.
Não siga a vida de ninguém, siga você mesmo, faça a sua parte, que o resto vem.
Desculpa se eu não consigo atualmente cumprir nem mesmo as promessas que faço para mim mesma, por isso, prefiro não prometer nada pra ninguém. Antes de tudo, tenho uma conta a acertar com meu ego, e enquanto ele não desinflar para que eu pise, humilde, em terreno firme, não confio nessa perna de pau que me sustenta. O tempo passa devagar e eu, devagar, vou evoluindo, um passo de cada vez, nas minhas possibilidades. Quem sabe por quanto tempo e por onde venho andado? Quem sabe quais montanhas já escalei, quantas feras eu fingi não temer?
Você não sabe até onde vão meus receios. Eu finjo não querer, finjo não ligar, finjo não fingir. Mas eu ligo, eu quero, eu finjo, e mesmo pensando que não, então acho que eu sou a pessoa mais enganada aqui.
Bom, me desculpe pelos pedidos de desculpa que você vai dizer não precisar, eu sei antes mesmo que você anda a boca. Eu sei de tanta coisa, mas não ponho em prática...
E aí um velho intruso chega pra mim e diz:
"Não é você quem deve pedir desculpas, é você quem deve perdoar!"
Desculpar a mim mesma, e não ligar, e tocar pra frente, pra sempre e pra frente, sem olhar pra trás e, com cautela, para os lados. Olhar para os lados exige sempre muita precaução.
Siga sua vida. Siga seu caminho, flor. Siga seus instintos, intuições, verdades. Ponha uma coisa na cabeça e não tire de lá até que o objetivo seja alcançado. Promova-se. Não deixe que a Inveja e caretice alheia te impeçam de fazer o que você já está fazendo, lindamente, o que você nasceu para fazer.
Não siga a vida de ninguém, siga você mesmo, faça a sua parte, que o resto vem.
sábado, 19 de setembro de 2015
Um outro alguém
Faz tempo em que alguém não me fazia sorrir assim, despretensiosamente...
É bom quando você enxerga em outra pessoa características peculiares suas, e é isso que me deixa assim, principalmente quando é do verbo "gostar".
Eu lhe pergunto se alguma vez você já ficou tão carente, tão solitário(a), que qualquer um praticamente já lhe bastava? Que todos ao redor já eram bons demais para você? Bem, já me senti assim, e é muito ruim. Porque nessas horas, as pessoas parecem mais distantes, sei lá.
Mas não agora. Sabe, nestes dias eu venho vivendo, buscando, me esforçando, até rezando vez por outra sem reclamar. Tentando ser pura e fazer o melhor de mim. E isso gera resultados pra humanidade. Parece que é uma energia que irradia e vai com seus braços alimentando os outros, tipo mágica. E quando você passa pelas pessoas e sorri mas elas não sorriem de volta, até que alguém sorri, daí você já fez a diferença. Quando você menos esperava a pessoa que sorriu de volta estava pensando em você, falando com você, te desejando. E por mais que a sua solidão manifestasse noite após noite, e por mais que você bolasse planos para conquistar aquele pseudo-amor-mecanizado, não conquistou, pois não se trata de esforço, mas de sorrisos mútuos apenas. Se trata do frio na barriga mesmo que você não queira, mesmo que evite. Se trata de olhar pro outro e reconhecer a si próprio, de se encontrar nos corredores da faculdade ou nos da vida, de se esbarrar em meio ao caos interno e dizer um "oi" despretensioso. E ainda aquele que você não via, mas trocava palavras rotneiras, opiniões variadas, verdades recém descobertas. Ou aquele que te ajudou vez por outra nas provas de fim de ano. Ou ainda aquele que virou pra sua direção e não desvirou mais. Aquele cumprimento descabido de cabeça e baixar de olhos. Aí as coisas acontecem sem você precisar querer, baby. Vê agora? Quem sabe está pensando em você como você está pensando nele.
Quando se está em a situação ruim, parece que somos os únicos da face da Terra assim, mas não é verdade. Se ele está tão carente, eu também estou. Se ele chamou pra sair, eu também ná chamei outros. Também fiquei preocupada. Também hesitei.
Se eu pudesse mandar uma carta, mas carta mesmo, escrita a mão, com desenhos e uma marca de beijo na folha, eu faria um verso, e te diria pra não se preocupar, pra não dicar inquieto. Eu queria te dar um abraço e agradecer por ter sorrido de volta no corredor. E o resto, a gente inventa.
;)
É bom quando você enxerga em outra pessoa características peculiares suas, e é isso que me deixa assim, principalmente quando é do verbo "gostar".
Eu lhe pergunto se alguma vez você já ficou tão carente, tão solitário(a), que qualquer um praticamente já lhe bastava? Que todos ao redor já eram bons demais para você? Bem, já me senti assim, e é muito ruim. Porque nessas horas, as pessoas parecem mais distantes, sei lá.
Mas não agora. Sabe, nestes dias eu venho vivendo, buscando, me esforçando, até rezando vez por outra sem reclamar. Tentando ser pura e fazer o melhor de mim. E isso gera resultados pra humanidade. Parece que é uma energia que irradia e vai com seus braços alimentando os outros, tipo mágica. E quando você passa pelas pessoas e sorri mas elas não sorriem de volta, até que alguém sorri, daí você já fez a diferença. Quando você menos esperava a pessoa que sorriu de volta estava pensando em você, falando com você, te desejando. E por mais que a sua solidão manifestasse noite após noite, e por mais que você bolasse planos para conquistar aquele pseudo-amor-mecanizado, não conquistou, pois não se trata de esforço, mas de sorrisos mútuos apenas. Se trata do frio na barriga mesmo que você não queira, mesmo que evite. Se trata de olhar pro outro e reconhecer a si próprio, de se encontrar nos corredores da faculdade ou nos da vida, de se esbarrar em meio ao caos interno e dizer um "oi" despretensioso. E ainda aquele que você não via, mas trocava palavras rotneiras, opiniões variadas, verdades recém descobertas. Ou aquele que te ajudou vez por outra nas provas de fim de ano. Ou ainda aquele que virou pra sua direção e não desvirou mais. Aquele cumprimento descabido de cabeça e baixar de olhos. Aí as coisas acontecem sem você precisar querer, baby. Vê agora? Quem sabe está pensando em você como você está pensando nele.
Quando se está em a situação ruim, parece que somos os únicos da face da Terra assim, mas não é verdade. Se ele está tão carente, eu também estou. Se ele chamou pra sair, eu também ná chamei outros. Também fiquei preocupada. Também hesitei.
Se eu pudesse mandar uma carta, mas carta mesmo, escrita a mão, com desenhos e uma marca de beijo na folha, eu faria um verso, e te diria pra não se preocupar, pra não dicar inquieto. Eu queria te dar um abraço e agradecer por ter sorrido de volta no corredor. E o resto, a gente inventa.
;)
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Sobre tudo dentro de mim
Hoje o dia foi incrível - eu diria há uns dois a três anos. Não mais - sou mais realista agora, hoje o dia foi bastante proveitoso, foi bom. Cheguei antes da hora, andei pelos corredores vazios, escancarei a porta da sala 314A e contemplei a sala vazia, escura, silenciosa. O quadro em branco. O projetor desligado. Apenas alguns funcionários passavam pelo corredor. As outras turmas estavam em horáeio de aula, já a turma ao lado não tinha aula de manhã, talvez a tarde.
Acendi as lâmpadas e encostei a porta atrás de mim. Dei dois passos à frente e parei pois havia uma aranha flutuante bem à frente. Entrei numa fileira de cadeiras e me acomodei em uma delas, mais pro dinal da sala do que pro começo, onde estava o quadro. Fiquei ali pensando que deveria pegar umas folhas e estudar, mas em vez disso, fiquei ali só. Estava com sono, não seria nada produtivo, além do mais as pessoas logo chegariam e me atrapalhariam a concentração. Apósuns quarenta minutos, o professor entraria em sala
Matéria: anatomia patológica. Assunto: arteriosclerose.
Que aula produtiva! A tirma estava um pouco faltosa, pois havia um simpósio que alguns teriam ido no horário de aula. Já eu, não posso me dar a regalia de falar aula assim.. Ainda mais porque o congresso era pago.
Assisti à aula satisfeita porque o assunto é aplicável a certas pessoas da minha vida. Então, tirei umas dúvidas com o professor no final da aula - o qie eu quase não faço, por timidez ou sei lá o quê - e desci o viaduto na minha companhia. Minhas amigas foram embora na frente, estavam com pressa. Bem, eu também, mas não podia perder a oportunidade de tirar a dúvida de desde a aula passada.
Era o seguinte: pessoas com placa de ateroma na carótida, mas com pouca obstrução, devem mudar alguma coisa na vida?
Resposta: sim. Fazee alguma atividade física, alimentação, manter o colesterol sob controle, se for hipertenso (não é o caso) aferir periodicamente a pressão. Beber um vinho diariamente ajuda também, de qualidade. Mas o fator genético também atrapalha, aí não tem muito o que fazer.
E aí eu lerguntei: "e se a pessoa virar vegetariana?" E resumidamente ele respondeu que "não adianta fazer isso e a pessoa sai de casa e leva um tiro na cabeça, ou seja, não adiantou". Aí a pessoa não aproveita a vida.
Pois é, caros. A questão toda gira em torno disso. De aproveitar a vida. até para médicos, experts em saúde física, mental, espiritual. Vamos nos ajudar a sermos felizes. A fazermos bem a nós mesmos.
Então, tirei minhas dúvidas e fui uma das últimas a sair de sala. O projetor foi desligado, o computador desligado, a sala foi esvaziada. Ela não se esvaziou. As coisas são tão inertes sem nós, seres humanos. Por isso que às vezes me orgulho de ser gente. De poder fazer acobtecer e ter uma capacidade intelectual aprimorada.
voltei pra casa, almocei dias da tarde, e é isso. Hoje o dia tá bom. Só falta uma companhia. Um boy. Mas é isso né. Nem tudo a gente pode ter na hora que bem entender. Ah, a carência! Largue do meu pé pois você não é minha sombra.
Bom final de semana!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Primeira vez
não, me desculpem. Para este blog, não me didico a vocês, leitores. Este blog foi feito para mim. Para meus sonhos, minhas aventuras, meus anseios que eu tenho que guardar e aprisionar todos os dias.
Não se enganem com o endereço do blog: não se trata de uma estudante de Medicina, apenas. Trata-se de algo muito maior. Algo que eu não sei se todos têm dentro de si.
Bom, talvez, quem sabe, eu fale sobre a Medicina. Quem sabe da matéria, quem sabe da vida. Mas eu quis falar sobre o dia a dia, por isso fiz um blog novo: porque minha vida tem sido bastante diferente.
É desafiador pegar um ônibus e viajar 2 hiras ate a faculdade! Bem, tenho ondireito de vomitar minhas angústias, me poupem. Viu falar, sim!
Mas o pior náo é o cansaço. O pior são as pessoas que querem te assediar, mesmo que seja só um princípio. O pior é você ver cada cachorro olhando pra bunda de qualquer mulher que passe. O pior é você não pider se arrumar por medo de ser assaltada.
Então. Hoje meu dia foi assim. Carona com mãe - van - faculdade - van - carona - catequese da irmã - restaurante (janta) - casa - banho - agora.
Meu curso é ótimo. Estou amando! Mas pra uma federal... Queria ganhar meu dinheiro logo!
Meu amigo passou pra uerj um ano depois que eu entrei e já ganha 400 reais pela monitoria que ele dá. Na minha faculdade, você não ganha absolutamebte nada!! E ainda paga mensalidade. Isso é cruel! Ainda ter que pagar condução... Não é fácil!
E a.minha independéncia? E meu livre-arbítrio? Quando vou ser protagonista da minha vida?
Sabe, não e culpa necessariamente da faculdade, mas eu gostaria de estar em uma melhor, pública. Estudando, ganhando, sendo reconhecida, fazendo projetos científicos. Me sentir mais engajada. Não quero apenas cursar um período após o outro pra pegar meu CRM. Óbvio que é suado, é desgastante, é às vezes doloroso. Mas a gente aprende a sufocar algumas coisas pra aprender a guiar melhor o barco, e acaba não sentindo tanto as tempestades. A calmaria é tanta às vezes que até enjoa (sei que é contraditório). Todo navegador precisa de um pouco de correnteza. Queria pular do barco, nadar forte e chegar a um navio. Olhar lá de cima o barquinho e acenar pra quem estiver lá ainda. E chamar: ei! Vem pra cá! Não fica aí só remando,não! E aí ele pula da canoa e vem vindo. Isso é lindo.
Mas é preciso ousadia, coragem, senso de direção, fé, amizades, capacidade de julgamento apurado (porque não adianta nadar até um navio pirata, né?!), perseverança, auto-controle, e objetividade. Ser autônomo, perspicaz, ter auto-conhecimento. Acho que só.
Essas coisas são básicas, sério. Para se chegar a elas, contudo, deve-se ter concentração e foco. E essas são as mais difíceis e com as quais eu luto tanto de uns anos pra cá - filhas da mãe!
Então, pessoal, por hoje é isso. Achonque desabafei um pouco aqui e isso me faz bem. Qualquer dia eu volto com mais aventuras.
Beijo, beijo!
Lígia Coelho.
Assinar:
Postagens (Atom)
